Mercado de cerveja artesanal busca evolução criando bloco latino-americano e Brasil assume vice-presidência

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Mercado de cerveja artesanal na América latina dá um passo em direção a amadurecimento unindo associações de 16 países em bloco continental.

O movimento do setor cervejeiro está a pleno vapor, não só em relação ao número de novas marcas, mas também em práticas que visam fortalecer o segmento.

E uma dessas ações aconteceu no dia 14 de fevereiro, no Panamá. Dezesseis associações de cervejarias independentes se reuniram para a formalização de um Bloco Cervejeiro Latino-americano. Representado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), o Brasil assumiu a vice-presidência do grupo. O Uruguai presidirá o bloco.

Entre os principais objetivos está a integração das associações e cervejarias latino-americanas independentes. Com a aproximação das nações, a ideia é criar estatísticas comuns de mercado, análises mais completas e comparações das realidades tributárias para, assim, propor novas medidas supranacionais de fortalecimento do setor.

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Para Carlo Lapolli, presidente da Abracerva, este é um passo importante para o segmento. “É essencial conhecermos de perto outras realidades, termos dados mais concretos para podermos pensar em ações para consolidar o movimento das artesanais. Com essa aproximação e o trabalho em conjunto dessas associações, todos têm a ganhar”, comenta. A próxima reunião do Bloco Cervejeiro Latino-americano está marcada para novembro, no Uruguai.

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Além dos países que compõem a presidência, integram o movimento: Peru, Costa Rica, Argentina, Equador, Panamá, México, Chile, Paraguai, Colômbia, El Salvador, Honduras, Guatemala, República Dominicana e Nicarágua.

Blocos de associações têm ganhado fôlego pelo mundo

Em movimento semelhante ao realizado pelos países da América Latina, uma associação continental de cerveja artesanal se formou na Europa em outubro de 2018, buscando dar mais voz e força política para pequenas cervejarias do continete.

O movimento latino-americano ainda parece estar em uma fase menos desenvolvidas que os europeus, mas a troca de experiências e fortalecimento de boas práticas é indispensável para que este segmento de mercado cresça de forma saudável e racional.

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