Taproom em container da cervejaria Zer09

Cervejarias investem containers como local de experimentação e experiência da marca.

Conforme o mercado de cervejas artesanais se desenvolve, as cervejarias tendem a se expandir para segmentos da cadeia que agreguem para sua estratégia de negócio.

No caso das cervejarias ciganas as oportunidades de integração são diversas, tanto na direção da busca de produção própria quanto na direção da comercialização direta do produto com o cliente.

Na cidade do Rio de Janeiro, que possui uma quantidade grande de cervejarias com produção 100% terceirizada, a busca destas por locais de venda direta têm crescido, com destaque para a opção do taprooms dentro de containers.

A possibilidade de contato direto com consumidor e da experiência dos clientes com a marca foram pontos ressaltados por cervejarias cariocas que nos relataram sobre as vantagens percebidas de se possuir um “tap container”.

No caso da cervejaria Zer09, referência ao posto 9 da praia de Ipanema, uma variável importante da decisão foi a possibilidade do ponto de venda estar no local ligado ao conceito da marca.

A feliz coincidência de encontrar um shopping construído a partir de containers fez a cervejaria que havia achado seu local perfeito.

“Sempre tivemos essa ideia (do taproom) mas nunca achamos o lugar ideal. Tínhamos várias ideias mas o conceito era de algo pequeno e necessariamente em Ipanema, pois foi onde tudo começou. Quando conhecemos o Ipanema Harbor achamos o lugar perfeito para nossa ideia.” declara Bruno Antunes fundador da Zer09.

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O fundador da Zer09 comenta que a disputa por torneiras em bares e lojas ocorre, porém esse não foi o grande motivador da busca do local próprio. “Esse não foi um dos fatores que nos motivou, mas certamente é uma vantagem ter o próprio bar já que essa disputal é real”

“A preparação total (do container) levou 3 meses, sendo que deste tempo 2 meses foram aguardando a câmara fria ficar pronta. Só começamos todo o resto após a câmara estar pronta.” complementa Bruno.

“Acreditamos que o ponto de venda agregará no engajamento do público com a marca. Planejamos contratar funcionários e talvez até expandir o tamanho com mais containers, mas estamos aproveitando ao máximo nesse a possibilidade de nós (sócios) termos contato direto com o público. Acreditamos que nossa presença traz uma experiência diferenciada a todos que visitam o taproom, além de ser uma fonte extremamente rica de feedback para nós.” analisa o fundador da cervejaria

Os taprooms em containers são comuns em foodparks

Fornecedores da região revelaram que o custo de montagem da estrutura de câmara fria, serviço e ambiente de um taproom container gira em torno de 25 a 30 mil reais, adicionando a esse valor um custo mensal de aluguel de cerca de R$ 700,00.

A venda de taças e copos é dos objetivos do taproom da Suburbana

Uma outra cervejaria da cidade que apostou no formato foi a Suburbana que instalou o seu container num dos chamados “food parks” que mesclam opções de comida e bebida e local de apresentações musicais para entretenimento do público.

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“A gente conseguiu esse container meio por acaso, estavamos até procurando, mas queríamos um local estabilizado e apareceu uma cervejaria que estava se desfazendo do dela aqui no Tower Park (local do parque de alimentação)” diz Marcos Auferil sócio da Suburbana

“É uma ótima opção para podermos escoar produtos da Suburbana como copos e camisas que os clientes sempre perguntavam onde encontrar. Além disso é o local onde as pessoas vão poder sempre encontrar os nossos lançamentos e podemos ter contato direto com o público” completa Marcos.

Também instalada num food park está o tapcontainer da cervejaria Valhala Beer. Com temática medieval a cervejaria traduziu este conceito para seu container. Marcello Crespo, um dos sócios, comenta que a disputa por torneiras na cidade foi um fator importante na busca do PDV. “Não tem como negar que foi um fator que intensificou essa necessidade”.

Taproom da Valhalla Beer

A cervejaria também utiliza o container como uma loja de produtos da marca como copos e camisas.

“Pretendemos escoar 1/3 dos nossos produtos nesse taproom e obter vendas com maior margem de lucro.” finaliza o sócio da Valhala.

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Sobre o autor

Felipe Freitas é engenheiro químico, mestre em Gestão da Inovação pela EQ/UFRJ
Sommelier e especialista em marketing de cervejas