Grupo Petrópolis lança cerveja com lúpulo próprio e planeja autossuficiência do insumo

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Grupo Petrópolis lança Black Princess Braza Hops, a primeira cerveja com lúpulo de seu Centro Cervejeiro da Serra em Teresópolis

O Grupo Petrópolis, terceiro maior produtor de cerveja do Brasil, lançou esta semana sua primeira cerveja produzida com lúpulo 100% nacional cultivado pela própria empresa.

Cultivado em Teresópolis, no Centro Cervejeiro da Serra, espaço do Grupo Petrópolis para estudo e experimento cervejeiro, o lúpulo utilizado na produção da Braza Hops foi o primeiro do país a obter o termo de conformidade emitido com o aval do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e o primeiro também a possuir nota fiscal de origem das plantas.

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O cultivo de lúpulo da Petrópolis ficou a cargo da lúpulos Ninkasi, uma das pioneiras na adaptação da planta ao clima e geografia do Brasil e na comercialização de mudas certificadas pelo Ministério da Agricultura.

A Braza Hops é uma cerveja do estilo German Pils, tem corpo leve, cor dourada e espuma densa e intensa. A bebida tem amargor e refrescância equilibrados, o que realça o perfil herbal do lúpulo, característica do terroir da área do cultivo.


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O lançamento é uma edição especial tendo apenas 2 mil unidades em long neck que serão comercializadas no site Bom de Beer, e-commerce do Grupo Petrópolis que tem recebido uma série de investimentos recentemente.

A parceria entre o Grupo Petrópolis e o Viveiro Ninkasi iniciou com uma plantação em 2018 na fazenda do grupo com 316 plantas. Foram plantadas 10 espécies para testar a adaptabilidade de cada uma.

No primeiro ano, a plantação de lúpulo naturalmente produz pouco, pois as plantas ainda estão se adaptando ao local. Em 2019, o cultivo cresceu e foi semeado um novo campo, desta vez com mais de 7 mil plantas.

A primeira colheita da empresa rendeu 800 quilos de lúpulo seco. Como a planta começa ser mais produtiva a partir de seu segundo ano de vida, a expectativa é que a segunda colheita renda 1.500 quilos.

Anualmente, a Petrópolis utiliza 350 toneladas de lúpulo importados da Alemanha, EUA, República Tcheca e Austrália. A empresa, de acordo com publicação do Valor Econômico, pretende no futuro ter autossuficiência do insumo através de produção própria o que necessitaria de uma produtividade de 1,3 a 1,5 quilos por hectare, o dobro da produtividade conseguida atualmente.

Para atingir este objetivo o Grupo Petrópolis mantém parcerias com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O projeto de produção de lúpulo local e a busca de produtores interessados em cultivar a planta já receberam investimento de R$ 2,5 milhões da empresa.

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Sobre o autor

Felipe Freitas é engenheiro químico, mestre em Gestão da Inovação pela EQ/UFRJ
Sommelier e especialista em marketing de cervejas