Maltaria Campos Gerais é inaugurada no Paraná com investimento de R$ 1,6 bilhão

Imagem: Ari Dias/AEN

Projeto intercooperativo liderado pela Agrária Malte inaugura a Maltaria Campos Gerais em Ponta Grossa no Paraná

Foi inaugurada no início de junho a maltaria Campos Gerais que é resultado de um projeto que agrega 6 cooperativas paranaenses e consolida o Paraná como maior produtor de malte do Brasil. Após expansão futura esta será a maior maltaria do mundo.

Com a inauguração da indústria, localizada entre os municípios de Ponta Grossa e Carambeí, quatro a cada dez cervejas fabricadas em território nacional terão o malte paranaense como matéria-prima. A capacidade produtiva inicial da nova planta é de 240 mil toneladas por ano. 

O investimento na Maltaria Campos Gerais resulta de um pool de 6 cooperativas agrícolas lideradas pela Cooperativa Agrária Agroindustrial , proprietária da Agrária Malte. As demais cooperativas são Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e a Frísia (Carambeí).

Juntas essa cooperativas movimentaram R$ 16,4 bilhões em 2020. O Paraná é o principal produtor de cevada do Brasil, respondendo por mais da metade da produção do país.


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Nesta primeira etapa da maltaria, que ocupa um terreno de 800 mil m², houve um investimento de R$ 1,6 bilhão. A projeção total de investimento totaliza R$ 3,4 bilhões, orindo do apoio do programa de incentivos do Governo do Estado.

A capacidade produtiva da maltaria de 240 mil toneladas de malte por ano equivale a 15% da demanda do mercado nacional.

Após expansão Campos Gerais será a maior maltaria do mundo

Se a demanda por cerveja subir conforme projetado no Brasil, a perspectiva do projeto é que se invista para dobrar a produção da Maltaria Campos Gerais. Quando esta segunda etapa se concretizar, a Campos Gerais será a maior maltaria do mundo localizada em uma única área.

Juntas, as seis cooperativas participantes têm 13 mil associados. A ideia do projeto é trabalhar com esses produtores para fomentar a produção de cevada no Paraná, dando um salto também em pesquisa e desenvolvimento de novas cultivares para apoiar a produtividade da região.

Além do intercooperativismo outro ponto que permitiu viabilizar a construção da maltaria foi o estabelecimento de contratos com Ambev e Heineken, as duas maiores cervejarias do país que possuem cervejarias em Ponta Grossa e serão as maiores clientes da indústria.

Recentemente tanto Ambev quanto Heineken ampliaram sua produção nas unidades de Ponta Grossa ampliado a demanda por malte.

Além deste projeto, a Agrária também está construindo uma nova maltaria em Guarapuava para a produção de maltes especiais, num investimento de R$ 500 milhões junto com a empresa alemã Ireks.

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Sobre o autor

Felipe Freitas é engenheiro químico, mestre em Gestão da Inovação Tecnológica pela EQ/UFRJ e analista do mercado de cervejas.